Notícia publicado no site da maior feira brasileira de ciências para estudantes pré-universitários do Brasil, FEBRACE, destaca a atuação do projeto potiguar.

Mais de 300 projetos pra lá de criativos na maior mostra virtual de Ciências e Engenharia

A 18ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece até o dia 4 de abril pela internet, contará com 345 projetos finalistas, de 27 unidades da Federação. Os projetos, desenvolvidos por 761 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico, de 295 escolas, estarão disponíveis em vídeos na internet para visitação (https://febrace.org.br/virtual/). As palestras e a cerimônia de premiação serão transmitidas ao vivo pelo YouTube https://www.youtube.com/user/FEBRACE. Confira abaixo alguns projetos de destaques.

Foto: Eduardo Fernandes

Check-up da qualidade do ar – AirQ: um equipamento simples, sustentável e acessível para avaliar a qualidade do ar é a proposta dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), de Natal. A equipe desenvolveu uma estação física alimentada por uma bateria recarregável e uma placa solar, que utiliza a plataforma Arduino e sensores de variáveis atmosféricas para detectar poluentes. Esses sensores se comunicam por meio de radiofrequência com um computador, que recebe os dados em tempo real e os armazena. Durante os testes, o equipamento realizou diversas coletas em dois ambientes do Instituto, no bosque e próximo à avenida, demonstrando a diferença da qualidade do ar de cada um. A motivação do grupo foi criar um dispositivo com um preço mais acessível, diante da importância desse tipo de monitoramento para a saúde humana. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/ENG/1/

Vídeos dos projetos da FEBRACE 2020 estão disponíveis na internet para visitação; premiação será transmitida pelo YouTube.

Dispositivo anti-engasgo: De uma situação de adversidade foi criada uma solução. Ao presenciar um engasgamento em sua escola, as alunas Vitória Félix Teles e Vitória Tayane Rocha da Silva, da E.E. João de Abreu em Baraúna (RN), perceberam a dificuldade de encontrar pessoas capacitadas para aplicar a manobra de Heimlich – técnica de primeiros socorros utilizada em casos de emergência por asfixia. Surgiu então a ideia de criar um objeto facilitador para ser usado nesses casos. O projeto foi desenvolvido após pesquisas e conversas com profissionais da área de saúde. Fabricado em uma impressora 3D com plástico biodegradável, o dispositivo foi desenhado com medidas semelhantes ao espaço entre o tórax e o umbigo. A intenção é transformá-lo em um equipamento de segurança para creches, escolas, hospitais e lares em geral, visando auxiliar o procedimento e diminuir os casos de morte por engasgamento.
Link para o estande virtual: https://febrace.org.br/virtual/2020/SAU/132/

Caixa de remédios automatizada: Pensando em seus avós, as alunas Netaly Ghidolin Conte e Camila Vanin, da E.E.B. Bom Pastor, de Chapecó (SC), decidiram criar uma ferramenta para ajudar os idosos a não esquecerem de tomar os medicamentos de uso contínuo. Trata-se de uma caixa de remédios que funciona de forma automatizada e é dividida em três nichos, que seriam equivalentes a três diferentes horários (manhã, tarde e noite). Cada nicho possui sete frascos para diferentes tipos de remédios. Os horários e tipos de medicamento são cadastrados via SMS. No horário certo para a administração de cada um, um alarme soa para avisar o idoso. A tampa do nicho, onde fica o remédio indicado para o horário, abre-se automaticamente. O sistema também envia SMS para o celular cadastrado toda vez que o idoso retira o remédio ou esquece de retirá-lo. O objetivo final do projeto é a criação de um produto inovador e com um custo acessível, podendo ser disponibilizado no SUS. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/SAU/143/

Algoritmo para auxiliar cirurgias faciais: Estudantes da Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes, de Campo Grande (MS), desenvolveram um algoritmo de aprendizado profundo (uma rede neural convolucional) para aperfeiçoar cirurgias de reconstrução facial utilizando inteligência artificial. O sistema foi ‘treinado’ a partir da análise do banco de dados público celebA – composto por mais de 280 mil imagens com diversas características faciais – e também do uso de programas como o Image Inpainting, que será demonstrado na feira. Com isso, o algoritmo tem ferramentas suficientes para gerar modelos de rosto fiéis à realidade, tornando o processo de reconstrução mais preciso. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/EXA/228/ 

Ecokit de maquiagem: Ao mesmo tempo em que os produtos de beleza industrializados ganham cada vez mais espaço no mercado, cresce também o número de pessoas que desenvolvem alergias a eles ou que estão procurando produtos mais próximos aos naturais. Por isso, um grupo de alunos da escola E.E. Newton Ferreira de Paiva, de Minas Gerais, desenvolveu uma linha de maquiagens feita com produtos naturais, sem nenhum aditivo químico. A coleção conta com palhetas de sombras feitas com argila e óleo de rícino, pó facial e hidratante labial a base de mel. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/SAU/136/

Telha fotovoltaica: Fibra de coco, plástico reciclado, tinta fotovoltaica e pigmentos condutores. Esses foram os materiais base usados por um grupo de alunos da ETEC Irmã Agostina, da cidade de São Paulo, para propor uma inovação na captação de energia solar. Nos testes feitos pelos estudantes Melissa Megumi Komatsu, Ana Luiza Magoço da Silva Costa e Igor Sobral Lima, foi comprovado que o experimento tem potencial para se tornar um produto. Agora, buscam um parceiro na indústria para criar um protótipo da telha e avançar nas pesquisas. A escolha do material foi feita pensando em uma substituição segura para materiais como o amianto que, mesmo proibido por sua toxidade, ainda é usado por pessoas de baixa renda. Na FEBRACE, os estudantes irão apresentar uma chapa feita com o material. Link para o estande virtual: https://febrace.org.br/virtual/2020/EXA/243/

Microscópio portátil: Determinados a criar um microscópio de baixo custo, um grupo de alunos do Instituto Federal Paraná, Campus Paranaguá (PR), estudou durante um ano o programa Solidworks (software de CAD 3D) pelo qual desenharam o projeto de um microscópio. Tiveram a ideia de acoplar ao aparelho uma lente de celular. O protótipo, fabricado em uma impressora 3D, já foi usado para suprir a deficiência de equipamentos similares em escolas públicas da cidade onde moram. O grupo montou oficinas com conteúdo de Ciências e Biologia para estudantes do Ensino Fundamental II, levando o microscópio e material para análise. Link para o estande virtual: https://febrace.org.br/virtual/2020/BIO/78/

Teclado musical inclusivo: Alunos do Colégio Mater Christi, da cidade de Mossoró (RN), desenvolveram um teclado musical inclusivo para pessoas com deficiências visual e auditiva. As adaptações feitas ao instrumento incluem teclas com marcações em braile para deficientes visuais e o uso de luzes de led para pessoas com baixa visão. Recentemente, o grupo incorporou ao instrumento uma pulseira que emite vibrações diferentes a cada nota, incluindo também os deficientes auditivos como nicho e tornando o projeto ainda mais completo e inclusivo. Link para o estande virtual: https://febrace.org.br/virtual/2020/HUM/249/

Curativos biodegradáveis: Fernanda Noschang da Rocha Colcete e Victória da Silva Panozzo, alunas da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (RS), desenvolveram um curativo biodegradável como alternativa aos modelos sintéticos, como Band-Aid®, por exemplo. Além de biodegradar-se na terra em apenas 24 horas, o curativo tem pH ácido (3,69 – 3,82) para evitar a proliferação de bactérias e espessura 0,54mm, de acordo com normas técnicas para biofilmes. Seu grande diferencial são os compostos de glicerina que também auxiliam na cicatrização dos ferimentos. O produto é de baixo custo, sendo uma opção mais acessível e ecologicamente correta, quando comparado aos produtos não biodegradáveis disponíveis no mercado. Link para o estande virtual: https://febrace.org.br/virtual/2020/SAU/137/

Check-up da qualidade do ar – AirQ: um equipamento simples, sustentável e acessível para avaliar a qualidade do ar é a proposta dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), de Natal. A equipe desenvolveu uma estação física alimentada por uma bateria recarregável e uma placa solar, que utiliza a plataforma Arduino e sensores de variáveis atmosféricas para detectar poluentes. Esses sensores se comunicam por meio de radiofrequência com um computador, que recebe os dados em tempo real e os armazena. Durante os testes, o equipamento realizou diversas coletas em dois ambientes do Instituto, no bosque e próximo à avenida, demonstrando a diferença da qualidade do ar de cada um. A motivação do grupo foi criar um dispositivo com um preço mais acessível, diante da importância desse tipo de monitoramento para a saúde humana. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/ENG/1/

Choro silencioso: Por que não juntar tecnologia com inclusão? Esse foi o questionamento dos alunos Jonathan Gabriel de Freitas Melo e Victória Carolina De Faria Cruz, ETEC Bento Quirino na cidade de Campinas (SP), quando se depararam com depoimentos de deficientes auditivos que, ao se tornarem pais, tinha grande dificuldade de saber quando os bebês estavam chorando. Com intuito de facilitar a vida dessas pessoas, o grupo criou um sistema que integra uma placa de computador, um aplicativo de celular e um smart watch. A placa de computador é alocada juntamente com um receptor de áudio dentro de um objeto, como um urso de pelúcia, por exemplo. O objeto, quando colocado próximo à criança, capta o som do choro. Usando inteligência artificial, o sinal do choro é transmitido para o aplicativo do celular, o qual passa a vibrar e enviar notificações. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/SAU/176/

Ímã de petróleo: O derramamento de petróleo ocorrido no ano passado no litoral nordestino inspirou as alunas Ana Caroline Nasaro e Junia Ciríaco, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Timóteo (MG), a buscar uma solução mais fácil para a retirada do óleo da areia das praias. Elas apostaram no conceito de nanopartículas magnéticas e criaram uma solução feita de vinagre, lã de aço, amônia e água oxigenada. Essa substância, quando misturada com as partículas do petróleo, confere ao óleo força magnética. Assim, usando um objeto de ferro, o óleo poderia ser retirado mais facilmente da superfície. Link para o estande virtual:https://febrace.org.br/virtual/2020/EXA/278/

Bonecas afro-brasileiras (mesmo): Uma brincadeira que acabou em projeto de pesquisa. Foi assim que a estudante Dulce Maria Bezerra de Freitas, da Escola Santa Teresinha na cidade de Imperatriz (MA), transformou sua coleção de bonecas em uma proposta de projeto em sua escola. Quando criança, Dulce tinha muita dificuldade de se ver em suas bonecas e conforme foi crescendo percebeu a importância que a representatividade tem na construção da autoestima e identidade das crianças negras. Aos oito anos começou a colecionar bonecas negras que encontrava nas lojas, mesmo assim percebia que, apesar da cor, as bonecas não tinham os mesmos traços e as características afro-brasileiras. Em seu projeto, ela fez parcerias com artesãos de sua cidade para a produção de alguns exemplares de bonecas que melhor representariam essas características. Hoje sua coleção conta com mais de 80 exemplares, e serve de exemplo de ação para o fortalecimento do empoderamento negro e respeito à diversidade. Link para o estande virtual: https://febrace.org.br/virtual/2020/HUM/263/

E mais… ✔ Extintor automático para carros ✔ Sensor de identificação dos estágios de coloração de frutas e suas variações para deficientes visuais ✔ Potencial terapêutico das cascas da jabuticaba: alternativa promissora na cicatrização de feridas ✔ Lazer inclusivo: tabuleiro de xadrez adaptado ✔ Autism play: jogos interativos para crianças com autismo ✔ Plastioca: bioplástico colorido da casca da mandioca

A lista completa dos projetos finalistas pode ser acessa neste site: https://febrace.org.br/arquivos/site/_conteudo/pdf/finalistas/lista_finalistas_2020.pdf

FONTE: https://febrace.org.br/imprensa/noticia/745/

Projeto AirQ é destaque entre os projetos da FEBRACE 2020
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